sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quero-quero!

Estava aqui, sentada frente ao computador, conferindo meus emails, quando ouvi o grito ou canto, tanto faz, de um quero-quero! Moro num bairro movimentado, muitos ônibus, muitas pessoas, comércio, táxis e outras coisas que compõem os ruídos desse ambiente.
Um quero-quero, me fez estar no campo, olhando as coxilhas do meu estado. É de manhã, mas me vi num entardecer que fazia com que o sol, que se via no céu e no lago, fosse aos poucos desaparencendo dos dois lugares. Num escondia-se atrás da terra, noutro, enfiava-se embaixo dela! Enquanto isso, muitos pássaros voavam, buscando refúgio para a noite, que chegava imponente, vestida de terno negro, como uma linda mulher adentra num salão de festa de gala. E entre as aves a mais exibida parecia ser esse pássaro que caracteriza o nosso rincão: "Quero... quero! quero...quero!" dizia ele, buscando talvez, além de um recôndito cantinho, uma companheira!
Eu também quero! Quantas coisas eu quero! Um carinho, um amor, uma vestido novo, um doce bem doce, um passeio inesquecível, um amigo de verdade, uma companhia agradável, ir à exposição de gados - ninguém quer ir comigo! Não consigo entender este meu fascínio pelas lidas, pelos animais, pela paisagem, pelos sons, pelas cores, pelos cheiros de uma fazenda. Afinal fui criada na cidade e a única vez que curti esse ambiente foi depois dos cinquenta, já como atriz, quando gravei algumas cenas de um seriado. Mas mesmo antes deste trabalho, eu já curtia tudo que se relacionasse com os nossos pagos.
O meu quero-quero de hoje não voltou! Agora nada mais ouço além dos ruídos tradicionais. Será que ele encontrou o que queria? Tomara! Fico feliz quando alguém atinge seus objetivos, realiza seus sonhos, mesmo que os meus demorem mais ou alguns nem se concretizem. Gosto de sonhar, planejar, pensar em ideias novas, mudar! Acho que por isso ouvi o quero-quero dessa manhã, porque me identifico com ele!

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