Essa aí me leva! Tem jeito de quem gosta do meu tipo... O quê? Não acredita? Você sempre foi muito pessimista. Não vou me impressionar com suas palavras. Olha! A mulher parou. Upz, está me tocando. Vai me levar... Ai, só pode ser o seu olho grande. Desistiu. Mas eu não desanimo.
Hoje já são 26 de dezembro, e nós ainda estamos aqui, nesse gelo. Hi, lá vem o cara com aquela maquininha. Já vão mudar alguma coisa em nós. É sempre assim. E eu não consigo enxergar o que ele faz. Só sei que levo um susto danado toda a vez que ele aparece. Aquilo pra mim é uma arma.
Olha ali, amigo, lá vem outra senhora, ou melhor, senhorita e... bonitona!... O que que é? Não posso expressar o que sinto? Sai, você está sempre me criticando. Oh, oh... está chegando perto. Hum que cheirinho gostoso! Não acredito, está me apalpando!...Ai que saco! Agora apalpa você. O quê? Está te levando? Amigo, venha cá, não vai! Não me deixe sozinho.
Sou o último nesta prateleira fria. Ninguém me quis, ninguém me quer. Lá vem o cara da maquininha de novo. Será que vai baixar mais o meu preço mais uma vez? Descobri que é isso que ele faz. Não adianta, ninguém está a fim de mim... Ué? Aonde esse cara tá me levando? Passei no caixa, agora estou entrando no saco plástico. Maravilha! O cara da maquininha está me levando embora. Hum, não pegar táxi! Vou ter de me apertar no ônibus, mas pelo menos está ficando mais quentinho. Não vejo a hora de entrar num forninho bem quentão, ficar douradinho e, depois, ser bem enfeitado com abacaxi, cerejas e pêssegos. Só não estou a fim de aguentar aquela farofa! Que mania que as pessoas têm de achar que farinha frita combina comigo. Um peru da minha categoria deveria estar rodeado de purê de maçãs e geleia de amora seguido de uma belíssima taça de champagne francesa!
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