segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Sonho!
Mãeeeeeeeeeeeeeeê! Eu tive um sonho engraçado, será que foi um pesadelo? Ando tendo uma coceira na cabeça, bem no tampão dela. À noite, quando estou tentando dormir, fico esfregando as unhas e puxando o cabelo até adormecer e esquecê-la. Mas nesta última noite, peguei no sono e, ao acordar, a sensação era de haver passado a noite toda em função da tal coceira. Hein? Já vou contar, mãe! Pois então, eu coçava tanto a cabeça que pedi para alguém olhar o que eu tinha. Não, mãe, acho que não foi você. Não sei quem me examinou. A pessoa, uma mulher, começou a abrir meus cabelos em mechas e dizia: Ai, meu Deus! Credo! O que é isto? Ao mesmo tempo, eu enxergava minha cabeça, meus cabelos repartidos, não sei como. Tudo muito engraçado, esquisito, enxerguei o tampão da minha cabeça! Fiquei surpreso porque havia pequenos ninhos, sim, minúsculos ninhos de passarinhos. Eu apertava a unha do dedão contra o dedo indicador na tentativa de arrancar fora os ninhozinhos, mas em resposta a minha ação surgiam deles miúdos beija-flores, tremendo as asinhas, tentando sair dali em busca de liberdade. Quer dizer, eu acho que queriam liberdade, afinal, não é o que os pássaros fazem quando começam a alçar seus primeiros voos, buscam sair livres pelos céus? O quê, mãe? Não, nada aconteceu depois, eu acordei. Mas essa história não sai dos meus pensamentos. Mãe, você pode me dizer qual o significado disso tudo? Não, eu não quero liberdade, quero ficar aqui com você para sempre. Sede? Ah! Pode ser. Os beija-flores estão sempre bebendo água, e eu estou sempre com sede! Lavar a cabeça? Ai, mãe, minha cabeça é limpinha! Ou não?
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